Segue
notícia do site ACAPA: “Na
madrugada do último domingo (17) um grupo de travestis foi atacado a
tiros em Belém. Elas estavam num ponto de prostituição da cidade
quando dois homens numa moto passaram atirando. Uma delas recebeu um
tiro no tórax e morreu na hora. Outras duas foram atingidas nos
braços e nas pernas e estão hospitalizadas. Outras travestis
estavam no local, mas conseguiram escapar dos disparos. A que não
sobreviveu se chamava Bianca e tinha entre 23 e 27 anos, de acordo
com a Polícia Militar. A vítima ainda não foi identificada pela
família. As outras duas que foram atingidas não correm risco de
morte”
Antes
de ser gay, sou um sujeito a favor da liberdade.
Não
sei se isso tem a ver com o fato de ser “viado”.
Mas
sei que se tivesse outro modo de viver minha sexualidade não
gostaria de pensar de uma maneira diferente do que penso hoje.
Só
aceitaria ser hétero, digamos assim, se me fosse o dado a certeza
que seria o mesmo sujeito tolerante com o fato dos outros terem a
liberdade de viver sua vida conforme queiram.
A
liberdade é um valor quase absoluto porque limitada pelos ditames
constitucionais.
Mas
a vida humana pra mim, essa sim, é um valor absoluto para o qual não
aceito tergiversações.
Sou,
terminantemente, contra a pena de morte, seja lá qual crime você
cometesse.
E
ser a favor da vida me faz, por exemplo, também ser contra o aborto.
Nisso,
não só estou do lado, como entendo, perfeitamente, a posição da
Igreja
Católica
sobre o aborto.
Juro
que não entendo grupos como o tal “Católicas
pelo direito de decidir”.
Decidir
o que? Decidir se tira uma vida humana ou não.
Decida
se vai ser católica ou não.
Decida
se vai usar camisinha ou não.
Supostamente,
essa posição seria contraditória com minha defesa da liberdade.
Afinal,
essa mulheres que querem ter o direito de abortar, supostamente,
estariam apenas exigindo a plena liberdade de decisões sobre seu
corpo.
Não,
não me parece que essas coisas tão simples, afinal estamos falando
de um ser humano, indefeso sim diante da verborragia de mulheres e
seus procuradores na Terra.
Não
consigo ver as coisas de outro jeito.
Não
consigo aceitar que não estamos falando de uma vítima indefesa.
Seguindo
o curso natural das coisas ou de Deus
(para aqueles que creem), sabe-se que há ali um ser humano sim.
E
porque a vida humana pra mim é um direito inviolável, esta não
pode ser preterida pela suposta liberdade que todos devem ter também
direito de usufruir.
Pra
mim, seria simples assim: a vida humana é absoluta e a liberdade não
se coloca acima dela.
No
fim, essas mortes de homossexuais não me chocam apenas por serem
motivadas por um ódio homofóbico.